quarta-feira, 7 de julho de 2010

- uma escova de dentes.

O inferno sempre são os outros, e eu sempre sou os outros.
Eu sou meu próprio inferno, por querer sempre ser os outros
quero eu, preciso de mim
agir por mim, pensar no eu, fazer o eu acontecer...
preciso de uma bolha...preciso de um cigarro, uma cama, uma vida, uma escolha, uma música, uma escova de dentes.
o inferno sempre são os meus outros eus.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

- Ojesed

Algo estranho aconteceu, talvez eu esteja bem fora do ar.
Me destraí por um momento, e a vida acelerou a minha tela, acordei no segundo tempo, e não entendi nada.
Hoje, reli uma coisa que me fez acordar do automático, cinco anos - em cinco minutos.
Puta que pariu, volta a fita, quero achar onde foi que eu sentei no sofá e fechei os olhos, quero olhar pra tela e perceber onde foi que eu dormi no ponto, quero entender quando foi que fui de 10 pra 18 invernos.
Chame os paramédicos, que eu estou pra ter um trosso aqui embaixo.

terça-feira, 29 de junho de 2010

- Retificando.

Talvez elas gostem sim.

sábado, 26 de junho de 2010

- Futura Nostalgia.

De uma conversa de bar, se abstrái muita coisa. Corpo, mente, filosofia, música, jogo do Brasil, silêncio, 17 cervejas, artimanhas para que o garçom nunca te engane no tocante "quantas cervejas foram?", muitas idas ao banheiro, muitas risadas sem sentido, muitas risadas com sentido, muitas frases de efeito, muitas frases sem efeito, muitas citações de pessoas desconhecidas, muitas psicologias amorosas, muitas indagações, muitas referências de pessoas que as pessoas não conhecem, mas você conhece, muitos amendoins, muitas levantadas de cadeira para fumar um cigarro, muitos cigarros, muitas dicas, muitos conselhos, muitos amigos, amigos desconhecidos.
As vontades que nunca acabam, as contidas num espaço chamado corpo, as presas num espaço chamado mente, as soltas num espaço chamado alma, as realizadas num espaço chamado imaginação. Tudo o que não foi feito, foi feito. E a gente sabe disso, sabe mesmo.
Isso é cinco, ou talvez trinta, mas eu acredito na sinceridade, na cumplicidade, na verdade de coisas que não são bem verdade. A gente ri disso, mas é tão trágico.
Há sempre um copo de mar pra um homem navegar, há sempre um copo de cerveja pra um homem imaginar, há sempre um copo de café pra um homem acordar, há sempre um copo de vida pra um homem transbordar.

quarta-feira, 16 de junho de 2010

- Na trave.

Tenho falado demais. As outras pessoas do mundo, não gostam de pessoas que falam demais.

sábado, 5 de junho de 2010

- Nem vem que não tem.

Só por que quando eu tô de saco cheio, quero que todo mundo se enfie num saco preto e se jogue num caminhão de lixo.

sábado, 22 de maio de 2010

- Tomando toda solução.

Feto, pequeno.
Às vezes, parece que não há muito tempo.
Será que é um mimo do destino?
Só sei que quando me pego comigo, discuto comigo, sobre se eu ainda vejo, se sou capaz de ver. Estou ficando bêbada com tudo isso, embreagada com essas fortes fontes de percepção. O silêncio tem sido minha melhor argumentação, eu acredito no acaso também.
Acho bem difícil que, com as poucas horas em que meu corpo parece padecer, eu consiga pensar em algo melhor.
Eu estou dando uma rasteira no tempo.
mas quem está caindo sou eu.