Fizeram uma pergunta tão ilógica, que sem pensar ela respondeu a terceira das duas alternativas que lhe foram propostas:
- Um malboro. Um não, dois. Afinal, só existe uma coisa, a qual um Malboro não possa substituir.
terça-feira, 9 de fevereiro de 2010
sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010
- Compromissos inadiáveis.
Ela acorda. Ainda na cama, pensa em dormir mais, pensa em levantar e correr, ou então não acordar até o próximo Dr. House, mas ela resiste às tentações, então levanta, e antes de morder a pêra, olha sua agenda. Mais um dia cheio. De nada.
sexta-feira, 29 de janeiro de 2010
- A sós.
Ela precisava conversar, mas era tarde da noite. Então, ligou as luzes do quarto, abriu a gaveta e pegou sua caixa de lembranças. Boas, ruins, ambíguas . Vasculhou todos os papéis, releu cada lembrete, cada cartinha velha, cada foto amarelada, cada suspiro de passado, presente e talvez futuro.
Só conseguiu dormir, depois de mandar todo mundo de lá calar a boca.
Só conseguiu dormir, depois de mandar todo mundo de lá calar a boca.
segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
- A cômoda.
Ela esperou que a noite acabasse em seu apartamento, com as luzes apagadas, e a Etta James ditando os próximos passos. Ele, as luzes apagadas, e o seu ronco interrompendo os próximos passos.
Pelo menos algo eles têm em comum, ambos preferem as luzes apagadas.
Mulheres.
Pelo menos algo eles têm em comum, ambos preferem as luzes apagadas.
Mulheres.
quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
- Um segundo.
Contou com os dedos trêmulos, cochichando consigo mesma, as pétalas da margarida. Bem me quer, mal me quer. Mal sabe ela que a margarida continha pétalas em números pares.
Margaridas nem sempre são tão verdadeiras e sentimentais.
Margaridas nem sempre são tão verdadeiras e sentimentais.
quinta-feira, 14 de janeiro de 2010
- Em primeira pessoa.
Vestidos com as roupas de Deus
Desprovidos da indecência (sub) humana
Desenhando com a ponta dos dedos
as curvas não-perigosas do desejo.
Ora cola, ora fala, ora cala...
é assim.
Olhos, bocas e beijos
Bocas, olhos e abraços
Boca-olhos-beijos-abraços.
Amor individual, reproduzir amor sozinho é assim.
Amor em 1ª pessoa.
Desprovidos da indecência (sub) humana
Desenhando com a ponta dos dedos
as curvas não-perigosas do desejo.
Ora cola, ora fala, ora cala...
é assim.
Olhos, bocas e beijos
Bocas, olhos e abraços
Boca-olhos-beijos-abraços.
Amor individual, reproduzir amor sozinho é assim.
Amor em 1ª pessoa.
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
- Cerveja Gelada.
Só pra constar, eu ainda fumo no banheiro social.
E estou farta de poemas rimados, cansados,ocos, típicos de quem não tem o que dizer.
Além disso, estou cansada de ter de usar pontos e virgulas pra separar o inseparável.
Olha, sinceramente, eu estou é cheia, de ter de escutar pessoas falando coisas que não querem dizer, e só dizem para mostrar um lado patético do que eles temem, do que eles odeiam, e querem ser.
Pode até ser dadaísta, anti-arte, até mesmo militarista, mas eu odeio mesmo o Chico Buarque.
Acredito nas coisas que fazem sentido ser ser, sem fazer. Acredito nos poemas desconjuntados, nas palavras de amor grotescas, no ritmo mais "aritmado", eu acredito é na pureza do cínico, nas conversas de boteco, e que todas as cervejas, são, de fato iguais.
Eu quero sim, é um dia ter de fumar o cigarro mais barato, e talvez ter problemas de saúde. Mas e aí, quem pode mandar em mim, além de mim?
Eu quero é que se danem os undergrounds, os parasitas das vanguardas que não existem, eu quero é que se desiludam os que acham que são os primeiros ou os últimos a dizer, ouvir, ver ou ser alguma coisa. Eu quero é que as métricas, os sonetos, e as poesias ultraromânticas, vão pro inferno, porque elas não dizem nada, nada do que todo mundo já não saiba. Nada que uma boa noite de amor (ou sexo), não diga.
Eu quero é que Jack Kerouac enfie na sua magnitude intelectual - beat generation, toda a sua ignorância, porque o que ele diz, eu vejo todo dia, aqui na favela onde eu moro. É Sério, vejo todo dia, adolescentes bêbados, experiências sexuais, contrações filosóficas...
E, eu quero também, que as pessoas vejam, vejam. Vejam que nem tudo precisa ter um sentido lógico, que nem tudo precisa agregar algo ao seu conhecimento. Que as pessoas entendam o valor de escutar uma música, e ela não ter nada a te ensinar, que ela apenas te faça sorrir, por que ela só existe pra te fazer sorrir. Que esse bando de gente chata, que nunca escutou uma boa música ruim pra se divertir, entenda que a vida é "ilógica", e as coisas podem ser alheias, e babacas, e não há problema algum nisso, porque todo mundo foi e é alheio, e consequentemente, babaca.
Eu estou dizendo tudo isso, porque, as pessoas só falam disso. Vegetarianismo, teatro alternativo, música alternativa, Chico Buarque,Cinema Brasileiro, Beat Generation, Stones...É uma baita falta de criatividade, todo mundo se julgando diferente dizendo coisas iguais, que, talvez elas nem gostem. Eu digo isso, porque se você vai a um boteco, dar risada e jogar conversa fora, você tem que aguentar as pessoas discutindo coisas, que outras pessoas são pagas para discutir.
Meu deus, vamos ser mais verdadeiros, mais felizes, mais bobos, mais humanos. Vamos ser "a gente", vamos mostrar que a nossa revolução é a verdade, a verdade individual.
Eu acho, de verdade, que disse essas coisas, porque queria muito ter saído de casa hoje, e ido conversar com as pessoas sobre coisas idiotas e beber uma cerveja gelada, daí, é lógico, ninguém estaria disponível, hoje é segunda. E daí, é que eu tô aqui, em frente ao computador, tomando uma cerveja gelada. E trocando uma idéia com ele.
E estou farta de poemas rimados, cansados,ocos, típicos de quem não tem o que dizer.
Além disso, estou cansada de ter de usar pontos e virgulas pra separar o inseparável.
Olha, sinceramente, eu estou é cheia, de ter de escutar pessoas falando coisas que não querem dizer, e só dizem para mostrar um lado patético do que eles temem, do que eles odeiam, e querem ser.
Pode até ser dadaísta, anti-arte, até mesmo militarista, mas eu odeio mesmo o Chico Buarque.
Acredito nas coisas que fazem sentido ser ser, sem fazer. Acredito nos poemas desconjuntados, nas palavras de amor grotescas, no ritmo mais "aritmado", eu acredito é na pureza do cínico, nas conversas de boteco, e que todas as cervejas, são, de fato iguais.
Eu quero sim, é um dia ter de fumar o cigarro mais barato, e talvez ter problemas de saúde. Mas e aí, quem pode mandar em mim, além de mim?
Eu quero é que se danem os undergrounds, os parasitas das vanguardas que não existem, eu quero é que se desiludam os que acham que são os primeiros ou os últimos a dizer, ouvir, ver ou ser alguma coisa. Eu quero é que as métricas, os sonetos, e as poesias ultraromânticas, vão pro inferno, porque elas não dizem nada, nada do que todo mundo já não saiba. Nada que uma boa noite de amor (ou sexo), não diga.
Eu quero é que Jack Kerouac enfie na sua magnitude intelectual - beat generation, toda a sua ignorância, porque o que ele diz, eu vejo todo dia, aqui na favela onde eu moro. É Sério, vejo todo dia, adolescentes bêbados, experiências sexuais, contrações filosóficas...
E, eu quero também, que as pessoas vejam, vejam. Vejam que nem tudo precisa ter um sentido lógico, que nem tudo precisa agregar algo ao seu conhecimento. Que as pessoas entendam o valor de escutar uma música, e ela não ter nada a te ensinar, que ela apenas te faça sorrir, por que ela só existe pra te fazer sorrir. Que esse bando de gente chata, que nunca escutou uma boa música ruim pra se divertir, entenda que a vida é "ilógica", e as coisas podem ser alheias, e babacas, e não há problema algum nisso, porque todo mundo foi e é alheio, e consequentemente, babaca.
Eu estou dizendo tudo isso, porque, as pessoas só falam disso. Vegetarianismo, teatro alternativo, música alternativa, Chico Buarque,Cinema Brasileiro, Beat Generation, Stones...É uma baita falta de criatividade, todo mundo se julgando diferente dizendo coisas iguais, que, talvez elas nem gostem. Eu digo isso, porque se você vai a um boteco, dar risada e jogar conversa fora, você tem que aguentar as pessoas discutindo coisas, que outras pessoas são pagas para discutir.
Meu deus, vamos ser mais verdadeiros, mais felizes, mais bobos, mais humanos. Vamos ser "a gente", vamos mostrar que a nossa revolução é a verdade, a verdade individual.
Eu acho, de verdade, que disse essas coisas, porque queria muito ter saído de casa hoje, e ido conversar com as pessoas sobre coisas idiotas e beber uma cerveja gelada, daí, é lógico, ninguém estaria disponível, hoje é segunda. E daí, é que eu tô aqui, em frente ao computador, tomando uma cerveja gelada. E trocando uma idéia com ele.
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