vendo de fora a bagunça que ficou.
nem acredito que sai disso ainda com meus sapatos e meus cabelos arrumados. não morri.
o que foi, não tenho nada pra dizer. Eu disse, eu falei que não ia dar certo, não deu ou deu. sei lá, quanto tempo tem que durar as coisas pra dizer que elas deram certo?
certo é o tempo do cigarro, certo sou eu e você em algum momento no metro quadrado, certo é a brisa que uivava nos encanamentos. certo é pensar certo. certo é saber que eu poderia estar errada, e estive, mas sou certa, sempre erroneamente certa. certo é sentar e chorar, do imediatismo, da vida de bolso e provisória.
senta lá, e vê só que engraçado, eu ainda nem tenho uma escova de dentes que não caiba na minha necessaire.
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
quinta-feira, 22 de dezembro de 2011
sábado, 26 de novembro de 2011
- querido Benjamin, .
quando eu olho pela janela do trem, só consigo pensar numa coisa ao ver meu reflexo no vidro sujo, a inquietante sensação de estar velha, velha na mentalidade, velha no aspecto do meu rosto, que retem toda fumaça do meu amigo. Buscar pelos sentidos é uma luta tão indiscutivelmente inútil. eu acabo mesmo pensando que essas duas décadas que o mundo me permitiu viver, são pesadas, quase nada fluidas, estão no ensejo de uma vida de recortes apáticos e repetitivos. O velho truísmo que diz que a felicidade são momentos, só reafirmam que a tristeza é permanente, infindável, insoluta, absuluta que se rompe em lapsos de felicidade. acho uma droga isso, tem gente que se contenta, mas ainda acho uma sacanagem imensa da vida, fazer com que a felicidade seja um bônus, não um ônus.
pois é meu amigo, as coisas pioram um pouco, quando você descobre ser weberiano, e que a célula mágica revolucionária, nada mais é do que um musculo involuntário. aceitar o desencantamento do mundo, é quase admitir o quanto somos infimos na lógoca do universo, e revoluir é quase mover uma matéria tão pequena, que truísmos a parte, não movem nada de fato. o conhecimento é uma produção tão ingrata, pois suas mudanças implicam em você detestar o mundo, e tornar - te mais incapaz de fazer algo por ele. tô blasè, e apática a tudo, as coisas são tão abstratas, que o que faz mais sentido real pra mim, é acordar entrar num ônibus, bater o ponto e fumar um cigarro, concretamente venenoso, delicioso, e na redundância do desespero, real.
sou velha, historicamente velha, velha de experiência comunicável, velha de narrar. Só sou jovem quando olho meu RG, ele me faz lembrar que não faz tanto tempo que o mundo ainda acreditava na bondade humana.
pois é meu amigo, as coisas pioram um pouco, quando você descobre ser weberiano, e que a célula mágica revolucionária, nada mais é do que um musculo involuntário. aceitar o desencantamento do mundo, é quase admitir o quanto somos infimos na lógoca do universo, e revoluir é quase mover uma matéria tão pequena, que truísmos a parte, não movem nada de fato. o conhecimento é uma produção tão ingrata, pois suas mudanças implicam em você detestar o mundo, e tornar - te mais incapaz de fazer algo por ele. tô blasè, e apática a tudo, as coisas são tão abstratas, que o que faz mais sentido real pra mim, é acordar entrar num ônibus, bater o ponto e fumar um cigarro, concretamente venenoso, delicioso, e na redundância do desespero, real.
sou velha, historicamente velha, velha de experiência comunicável, velha de narrar. Só sou jovem quando olho meu RG, ele me faz lembrar que não faz tanto tempo que o mundo ainda acreditava na bondade humana.
sexta-feira, 21 de outubro de 2011
sábado, 8 de outubro de 2011
- Tô (r)indo.
enquanto eu vou ficando pra poder rir de dois, passo todo tempo esperando rir de dois...ao invés de rir de um, rir de mim.
segunda-feira, 4 de julho de 2011
- ronco e durmo.
tava pensando numa coisa, quantas imagens faltam pra mim?
quantas memórias me faltam até o resto da minha vida.
Alguém que nasce cego, sonha com o quê?
quantas memórias me faltam até o resto da minha vida.
Alguém que nasce cego, sonha com o quê?
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