Fiz dos concorrentes, paralelos.
Essa é a matemática dos amantes.
A geometria do imensurável.
Meça o amor...
e encontrará a razão por que números são infinitos.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
- Nu (Parte II)
O seqüestro aconteceu.
Levou o mais caro, o mais raro.
Usurpadores de máscaras idênticas
enfileirados nas paredes das ilusões precipitadas
Vieram na gritada da noite
Os gritos se confundiam com a chuva de pesadelos
E os pesadelos se confundiam com a aparente realidade.
as placas sinalizavam o caminho errado
era exatamente lá que estava o desejo.
entre os gritos, pesadelos e mentiras
havia o precipício das hipocrisias, lá ficavam os obstáculos para aproximação
Depois, passaram pelas flores caídas, a parte boa que caia sobre o chão banhado de gotas pesadas
Chegaram à prisão, onde estavam os amados.
Libertadores, libertinagem, lixo.
roubaram.
Roubaram a certeza da mente, roubaram a satisfação a ser sentida
satisfação em feto, satisfação sendo gerada, no ventre da mãe - imaginação.
Invadiram minha mente.
Levou o mais caro, o mais raro.
Usurpadores de máscaras idênticas
enfileirados nas paredes das ilusões precipitadas
Vieram na gritada da noite
Os gritos se confundiam com a chuva de pesadelos
E os pesadelos se confundiam com a aparente realidade.
as placas sinalizavam o caminho errado
era exatamente lá que estava o desejo.
entre os gritos, pesadelos e mentiras
havia o precipício das hipocrisias, lá ficavam os obstáculos para aproximação
Depois, passaram pelas flores caídas, a parte boa que caia sobre o chão banhado de gotas pesadas
Chegaram à prisão, onde estavam os amados.
Libertadores, libertinagem, lixo.
roubaram.
Roubaram a certeza da mente, roubaram a satisfação a ser sentida
satisfação em feto, satisfação sendo gerada, no ventre da mãe - imaginação.
Invadiram minha mente.
domingo, 12 de outubro de 2008
- Nu.
Compreensão exata.
Pare de olhar pela fechadura, não há nada o que ver.
Não fume, mas..., mais.
Não beba, não se embreague.
Não se drogue, não ame.
Não ouça roque, não cante Joni.
Faça suas tarefas escolares, não sorria.
Não minta, não cumpra.
Não faça, não faça.
Mantenha-se longe do fogo, queime-se na absoluta certeza de nada.
Não quase-morra, não pense.
Não pense, não crie.
Não fuja, não fique.
Não mate, não nasça.
Não seja ruim.
Não seja bom, bem, seja mal.
Não escreva, não.
Não diga não.
Não.
Não.
Não seja louco.
Seja funcional, seja assim.
Seja isso, seja assado, seja aquilo outro, aquilo mais.
Seja fraco e obediente.
Pegue o controle da TV, mas aumente, não mude.
Cale-se e siga.
Siga.
Não desvie o caminho.
Desvie dos caminhos errados.
Ande, mas não muito.
Pare mas nem sempre.
Não grite, não pule.
Não pule.
Não beije.
Não transe, não transe.
Não acredite.
Porra, acredite.
Não abra os olhos. Pronto, pode abrir.
Não acenda a luz, não apague.
Idiota, não mije aí.
Ei mije aqui.
Não pode, não pode.
Coloque roupas.
Tire a roupa agora.
Não pode!
Não pode?
Não pode.
Marionetando as nossas vidas
Controle - não - remoto.
Pare de olhar pela fechadura, não há nada o que ver.
Não fume, mas..., mais.
Não beba, não se embreague.
Não se drogue, não ame.
Não ouça roque, não cante Joni.
Faça suas tarefas escolares, não sorria.
Não minta, não cumpra.
Não faça, não faça.
Mantenha-se longe do fogo, queime-se na absoluta certeza de nada.
Não quase-morra, não pense.
Não pense, não crie.
Não fuja, não fique.
Não mate, não nasça.
Não seja ruim.
Não seja bom, bem, seja mal.
Não escreva, não.
Não diga não.
Não.
Não.
Não seja louco.
Seja funcional, seja assim.
Seja isso, seja assado, seja aquilo outro, aquilo mais.
Seja fraco e obediente.
Pegue o controle da TV, mas aumente, não mude.
Cale-se e siga.
Siga.
Não desvie o caminho.
Desvie dos caminhos errados.
Ande, mas não muito.
Pare mas nem sempre.
Não grite, não pule.
Não pule.
Não beije.
Não transe, não transe.
Não acredite.
Porra, acredite.
Não abra os olhos. Pronto, pode abrir.
Não acenda a luz, não apague.
Idiota, não mije aí.
Ei mije aqui.
Não pode, não pode.
Coloque roupas.
Tire a roupa agora.
Não pode!
Não pode?
Não pode.
Marionetando as nossas vidas
Controle - não - remoto.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
- Igual. Quase igual.
Quase tudo começa com quase. As semelhanças são "quase". A vida é um quase, um quase morrer, um quase nascer, um quase.
Eu quase não tenho vontade de vir, e vim, por que ainda me restava o quase.
Estávamos, eu e a vida, apagando algumas memórias quase vivas ainda, e quando percebi que precisaria de vinte CDs para que quase todas fossem guardadas - Quase desisti.
Paranóia com o quase hoje, e não sei bem o motivo. Percebi que essa palavra engraçadinha, é mais imponente do que qualquer outra. As coisas podem ou não acontecer, é aí que entra o "quase", que desmancha o acontecimento, pois o "quase" acontecido - De fato não aconteceu.
Outra perspectiva, esta extremamente pessoal, é que o "quase" se utiliza para que aquilo que desejamos ter ocorrido chegue mais perto da veracidade. É como se quando disséssemos "Quase Ganhei" estivéssemos mais próximos da vitória. Ou "Quase Perdi", traduz o desejo de mostrar a todos que venceu o fracasso. É nítida a presença do quase. Ele é infalível para descrever fatos empolgantes, e sonhos "quase" realizáveis.
O problema, é quando sua vida se torna um amontoado de "quases", que você esconde debaixo da cama para não exibí-los. Escondendo sua coleção brilhante de erros. Quando você se depara com um "quase" logo vem na sua cabeça, que o locutor está mentindo, como: "Eu quase fui na sua casa ontem", não, isso de fato é mentira. E você sabe.
Uma grande besteira, não?
É. Estou sem espírito para ditar coisas. Na verdade estou sem imaginação, mas deixa pra lá, sem espírito e sem imaginação - "São quase iguais".
Eu quase não tenho vontade de vir, e vim, por que ainda me restava o quase.
Estávamos, eu e a vida, apagando algumas memórias quase vivas ainda, e quando percebi que precisaria de vinte CDs para que quase todas fossem guardadas - Quase desisti.
Paranóia com o quase hoje, e não sei bem o motivo. Percebi que essa palavra engraçadinha, é mais imponente do que qualquer outra. As coisas podem ou não acontecer, é aí que entra o "quase", que desmancha o acontecimento, pois o "quase" acontecido - De fato não aconteceu.
Outra perspectiva, esta extremamente pessoal, é que o "quase" se utiliza para que aquilo que desejamos ter ocorrido chegue mais perto da veracidade. É como se quando disséssemos "Quase Ganhei" estivéssemos mais próximos da vitória. Ou "Quase Perdi", traduz o desejo de mostrar a todos que venceu o fracasso. É nítida a presença do quase. Ele é infalível para descrever fatos empolgantes, e sonhos "quase" realizáveis.
O problema, é quando sua vida se torna um amontoado de "quases", que você esconde debaixo da cama para não exibí-los. Escondendo sua coleção brilhante de erros. Quando você se depara com um "quase" logo vem na sua cabeça, que o locutor está mentindo, como: "Eu quase fui na sua casa ontem", não, isso de fato é mentira. E você sabe.
Uma grande besteira, não?
É. Estou sem espírito para ditar coisas. Na verdade estou sem imaginação, mas deixa pra lá, sem espírito e sem imaginação - "São quase iguais".
domingo, 31 de agosto de 2008
- Em 1ª pessoa.
Vestidos com as roupas de Deus
Desprovidos da indecência (sub) humana
Desenhando com a ponta dos dedos
as curvas não-perigosas do desejo.
Ora cola, ora fala, ora cala...
é assim.
Olhos, bocas e beijos
Bocas, olhos e abraços
Boca-olhos-beijos-abraços.
Amor individual, reproduzir amor sozinho é assim.
Amor em 1ª pessoa.
Desprovidos da indecência (sub) humana
Desenhando com a ponta dos dedos
as curvas não-perigosas do desejo.
Ora cola, ora fala, ora cala...
é assim.
Olhos, bocas e beijos
Bocas, olhos e abraços
Boca-olhos-beijos-abraços.
Amor individual, reproduzir amor sozinho é assim.
Amor em 1ª pessoa.
ps: breve.
sexta-feira, 29 de agosto de 2008
Me dê 1 hora.
25 horas por dia ocupada demais para meus caprichos. 25 horas por dia tentando inventar uma boa desculpa para justificar minha ausência, tentando ocultar a vedadeira desculpa. 25 horas por dia preenchendo esse vazio, esse oco, esse monte de palavras misturadas - juntas não somam uma ladainha. 25 horas por dia, tentando estendê-lo por 26. 25 horas por dia, ligada no 220, "pára - noiando" mil coisas sem sentido.
Jogado às traças, feito meus pensamentos sórdidos.
Jogado às traças, feito meus pensamentos sórdidos.
sábado, 16 de agosto de 2008
- Azul - marinho.
Entre meados de solidão, meu corpo pede arrego aos meus sonhos imensuráveis.
As folhas caídas nas calçadas fazem um Ballet magnífico, que chama atenção de quem é minimalista. Eu nunca as vi dançar.
Entre linhas tortas fui escrevendo meu presente, ignorando a possibilidade de um futuro, e incrivelmente me vejo no futuro em branco que escrevi com caneta transparente. Tudo evidentemente marcado a luz da ausência e da saudade. Advérbios.
Opacidade, dilacerado é o meu orgulho de saber quem era, e hoje repugnando o que descobrir que sou. Tudo tão explícito. As histórias noturnas perderam o sentido interno, e a minha vida se tornou tão egoísta que não me deixa viver. Está pesado demais acordar e repetir a seqüência quase-lógica "pré-destinada" aos incapazes de fugir as exceções, cumprindo sempre a mesma regra padrão.
Eu continuo dando valor as coisas simples, esperando que um dia me torne uma delas.
As folhas caídas nas calçadas fazem um Ballet magnífico, que chama atenção de quem é minimalista. Eu nunca as vi dançar.
Entre linhas tortas fui escrevendo meu presente, ignorando a possibilidade de um futuro, e incrivelmente me vejo no futuro em branco que escrevi com caneta transparente. Tudo evidentemente marcado a luz da ausência e da saudade. Advérbios.
Opacidade, dilacerado é o meu orgulho de saber quem era, e hoje repugnando o que descobrir que sou. Tudo tão explícito. As histórias noturnas perderam o sentido interno, e a minha vida se tornou tão egoísta que não me deixa viver. Está pesado demais acordar e repetir a seqüência quase-lógica "pré-destinada" aos incapazes de fugir as exceções, cumprindo sempre a mesma regra padrão.
Eu continuo dando valor as coisas simples, esperando que um dia me torne uma delas.
Ainda sem palavras, repetindo o dito há dias atrás.Encontro em meus fracassos internos motivos pra manter os dedos inertes. A felicidade me apaga, e a tristeza me nutre. Entre essas duas, fico com a terceira.
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