Sentimentos são demodês.
O mundo é tão frio quanto os sonhos.
Eu queria esquecer, mas não.
terça-feira, 17 de março de 2009
sábado, 28 de fevereiro de 2009
- Ctrl.
Escorreguei.
Nas palavras não ditas
nas linhas retas de um amor abstrato
no ardor de um ciúme imediato
no pico de uma íngreme desilusão
na fato marcado, na foto amarelada
digitalmente corrigida com leves pinceladas de felicidade
forjada, num cenário debochado, de quem quer fingir amar.
Escorreguei no fim da fila.
Escorreguei no degradê dos sentimentos
No décimo terceiro mandamento
que alguém certamente criará.
Eu deslizei nesse caleidoscópio de imagens fulminantes
Velejante, impactante, e sem nexo em rimar.
Eu escorrego nas palavras, nas bocas de quem fala, e na boca de quem quer beijar.
Deslizo nas mãos de quem persegue, nas mãos de quem me negue o desprazer que me negar.
Eu escorrego nos olhos de quem me vê, e no olho de quem me enxerga.
Eu caio, eu caio, eu caio.
Eu escorrego: a minha mente, delinqüente, quase eloqüente...
que mente. Que mente.
Nas palavras não ditas
nas linhas retas de um amor abstrato
no ardor de um ciúme imediato
no pico de uma íngreme desilusão
na fato marcado, na foto amarelada
digitalmente corrigida com leves pinceladas de felicidade
forjada, num cenário debochado, de quem quer fingir amar.
Escorreguei no fim da fila.
Escorreguei no degradê dos sentimentos
No décimo terceiro mandamento
que alguém certamente criará.
Eu deslizei nesse caleidoscópio de imagens fulminantes
Velejante, impactante, e sem nexo em rimar.
Eu escorrego nas palavras, nas bocas de quem fala, e na boca de quem quer beijar.
Deslizo nas mãos de quem persegue, nas mãos de quem me negue o desprazer que me negar.
Eu escorrego nos olhos de quem me vê, e no olho de quem me enxerga.
Eu caio, eu caio, eu caio.
Eu escorrego: a minha mente, delinqüente, quase eloqüente...
que mente. Que mente.
quinta-feira, 11 de dezembro de 2008
- Amanhã eu fiz.
Ontem eu farei minha liberdade.
Ontem eu concretizarei meus sonhos.
Ontem eu planejarei meu dia.
Ontem eu conquistarei montanhas.
Ontem eu beijarei o mundo.
Ontem eu transarei com o mar.
Ontem eu renovarei a vida.
Ontem eu amarei o vivo.
Ontem eu falarei com deuses.
Ontem eu fugirei do certo.
Ontem eu colherei os frutos que foram plantados amanhã.
Ontem eu sonharei contigo.
Ontem eu mergulharei na alma.
Ontem receberei meu habeas corpus
Ontem arrancarei meu íntimo.
Ontem matarei a ânsia.
Ontem eternizarei palavras.
Ontem cederei meu própolis.
Ontem fabricarei meu mel.
Ontem embriagarei meus olhos.
Ontem assinarei a paz.
Ontem, ontem eu farei o sol brilhar mais forte.
Ontem, eu inverterei os tempos, reais...verbais.
Ontem eu concretizarei meus sonhos.
Ontem eu planejarei meu dia.
Ontem eu conquistarei montanhas.
Ontem eu beijarei o mundo.
Ontem eu transarei com o mar.
Ontem eu renovarei a vida.
Ontem eu amarei o vivo.
Ontem eu falarei com deuses.
Ontem eu fugirei do certo.
Ontem eu colherei os frutos que foram plantados amanhã.
Ontem eu sonharei contigo.
Ontem eu mergulharei na alma.
Ontem receberei meu habeas corpus
Ontem arrancarei meu íntimo.
Ontem matarei a ânsia.
Ontem eternizarei palavras.
Ontem cederei meu própolis.
Ontem fabricarei meu mel.
Ontem embriagarei meus olhos.
Ontem assinarei a paz.
Ontem, ontem eu farei o sol brilhar mais forte.
Ontem, eu inverterei os tempos, reais...verbais.
quinta-feira, 27 de novembro de 2008
- Álgebra, geometria - Anatomia.
Fiz dos concorrentes, paralelos.
Essa é a matemática dos amantes.
A geometria do imensurável.
Meça o amor...
e encontrará a razão por que números são infinitos.
Essa é a matemática dos amantes.
A geometria do imensurável.
Meça o amor...
e encontrará a razão por que números são infinitos.
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
- Nu (Parte II)
O seqüestro aconteceu.
Levou o mais caro, o mais raro.
Usurpadores de máscaras idênticas
enfileirados nas paredes das ilusões precipitadas
Vieram na gritada da noite
Os gritos se confundiam com a chuva de pesadelos
E os pesadelos se confundiam com a aparente realidade.
as placas sinalizavam o caminho errado
era exatamente lá que estava o desejo.
entre os gritos, pesadelos e mentiras
havia o precipício das hipocrisias, lá ficavam os obstáculos para aproximação
Depois, passaram pelas flores caídas, a parte boa que caia sobre o chão banhado de gotas pesadas
Chegaram à prisão, onde estavam os amados.
Libertadores, libertinagem, lixo.
roubaram.
Roubaram a certeza da mente, roubaram a satisfação a ser sentida
satisfação em feto, satisfação sendo gerada, no ventre da mãe - imaginação.
Invadiram minha mente.
Levou o mais caro, o mais raro.
Usurpadores de máscaras idênticas
enfileirados nas paredes das ilusões precipitadas
Vieram na gritada da noite
Os gritos se confundiam com a chuva de pesadelos
E os pesadelos se confundiam com a aparente realidade.
as placas sinalizavam o caminho errado
era exatamente lá que estava o desejo.
entre os gritos, pesadelos e mentiras
havia o precipício das hipocrisias, lá ficavam os obstáculos para aproximação
Depois, passaram pelas flores caídas, a parte boa que caia sobre o chão banhado de gotas pesadas
Chegaram à prisão, onde estavam os amados.
Libertadores, libertinagem, lixo.
roubaram.
Roubaram a certeza da mente, roubaram a satisfação a ser sentida
satisfação em feto, satisfação sendo gerada, no ventre da mãe - imaginação.
Invadiram minha mente.
domingo, 12 de outubro de 2008
- Nu.
Compreensão exata.
Pare de olhar pela fechadura, não há nada o que ver.
Não fume, mas..., mais.
Não beba, não se embreague.
Não se drogue, não ame.
Não ouça roque, não cante Joni.
Faça suas tarefas escolares, não sorria.
Não minta, não cumpra.
Não faça, não faça.
Mantenha-se longe do fogo, queime-se na absoluta certeza de nada.
Não quase-morra, não pense.
Não pense, não crie.
Não fuja, não fique.
Não mate, não nasça.
Não seja ruim.
Não seja bom, bem, seja mal.
Não escreva, não.
Não diga não.
Não.
Não.
Não seja louco.
Seja funcional, seja assim.
Seja isso, seja assado, seja aquilo outro, aquilo mais.
Seja fraco e obediente.
Pegue o controle da TV, mas aumente, não mude.
Cale-se e siga.
Siga.
Não desvie o caminho.
Desvie dos caminhos errados.
Ande, mas não muito.
Pare mas nem sempre.
Não grite, não pule.
Não pule.
Não beije.
Não transe, não transe.
Não acredite.
Porra, acredite.
Não abra os olhos. Pronto, pode abrir.
Não acenda a luz, não apague.
Idiota, não mije aí.
Ei mije aqui.
Não pode, não pode.
Coloque roupas.
Tire a roupa agora.
Não pode!
Não pode?
Não pode.
Marionetando as nossas vidas
Controle - não - remoto.
Pare de olhar pela fechadura, não há nada o que ver.
Não fume, mas..., mais.
Não beba, não se embreague.
Não se drogue, não ame.
Não ouça roque, não cante Joni.
Faça suas tarefas escolares, não sorria.
Não minta, não cumpra.
Não faça, não faça.
Mantenha-se longe do fogo, queime-se na absoluta certeza de nada.
Não quase-morra, não pense.
Não pense, não crie.
Não fuja, não fique.
Não mate, não nasça.
Não seja ruim.
Não seja bom, bem, seja mal.
Não escreva, não.
Não diga não.
Não.
Não.
Não seja louco.
Seja funcional, seja assim.
Seja isso, seja assado, seja aquilo outro, aquilo mais.
Seja fraco e obediente.
Pegue o controle da TV, mas aumente, não mude.
Cale-se e siga.
Siga.
Não desvie o caminho.
Desvie dos caminhos errados.
Ande, mas não muito.
Pare mas nem sempre.
Não grite, não pule.
Não pule.
Não beije.
Não transe, não transe.
Não acredite.
Porra, acredite.
Não abra os olhos. Pronto, pode abrir.
Não acenda a luz, não apague.
Idiota, não mije aí.
Ei mije aqui.
Não pode, não pode.
Coloque roupas.
Tire a roupa agora.
Não pode!
Não pode?
Não pode.
Marionetando as nossas vidas
Controle - não - remoto.
quinta-feira, 25 de setembro de 2008
- Igual. Quase igual.
Quase tudo começa com quase. As semelhanças são "quase". A vida é um quase, um quase morrer, um quase nascer, um quase.
Eu quase não tenho vontade de vir, e vim, por que ainda me restava o quase.
Estávamos, eu e a vida, apagando algumas memórias quase vivas ainda, e quando percebi que precisaria de vinte CDs para que quase todas fossem guardadas - Quase desisti.
Paranóia com o quase hoje, e não sei bem o motivo. Percebi que essa palavra engraçadinha, é mais imponente do que qualquer outra. As coisas podem ou não acontecer, é aí que entra o "quase", que desmancha o acontecimento, pois o "quase" acontecido - De fato não aconteceu.
Outra perspectiva, esta extremamente pessoal, é que o "quase" se utiliza para que aquilo que desejamos ter ocorrido chegue mais perto da veracidade. É como se quando disséssemos "Quase Ganhei" estivéssemos mais próximos da vitória. Ou "Quase Perdi", traduz o desejo de mostrar a todos que venceu o fracasso. É nítida a presença do quase. Ele é infalível para descrever fatos empolgantes, e sonhos "quase" realizáveis.
O problema, é quando sua vida se torna um amontoado de "quases", que você esconde debaixo da cama para não exibí-los. Escondendo sua coleção brilhante de erros. Quando você se depara com um "quase" logo vem na sua cabeça, que o locutor está mentindo, como: "Eu quase fui na sua casa ontem", não, isso de fato é mentira. E você sabe.
Uma grande besteira, não?
É. Estou sem espírito para ditar coisas. Na verdade estou sem imaginação, mas deixa pra lá, sem espírito e sem imaginação - "São quase iguais".
Eu quase não tenho vontade de vir, e vim, por que ainda me restava o quase.
Estávamos, eu e a vida, apagando algumas memórias quase vivas ainda, e quando percebi que precisaria de vinte CDs para que quase todas fossem guardadas - Quase desisti.
Paranóia com o quase hoje, e não sei bem o motivo. Percebi que essa palavra engraçadinha, é mais imponente do que qualquer outra. As coisas podem ou não acontecer, é aí que entra o "quase", que desmancha o acontecimento, pois o "quase" acontecido - De fato não aconteceu.
Outra perspectiva, esta extremamente pessoal, é que o "quase" se utiliza para que aquilo que desejamos ter ocorrido chegue mais perto da veracidade. É como se quando disséssemos "Quase Ganhei" estivéssemos mais próximos da vitória. Ou "Quase Perdi", traduz o desejo de mostrar a todos que venceu o fracasso. É nítida a presença do quase. Ele é infalível para descrever fatos empolgantes, e sonhos "quase" realizáveis.
O problema, é quando sua vida se torna um amontoado de "quases", que você esconde debaixo da cama para não exibí-los. Escondendo sua coleção brilhante de erros. Quando você se depara com um "quase" logo vem na sua cabeça, que o locutor está mentindo, como: "Eu quase fui na sua casa ontem", não, isso de fato é mentira. E você sabe.
Uma grande besteira, não?
É. Estou sem espírito para ditar coisas. Na verdade estou sem imaginação, mas deixa pra lá, sem espírito e sem imaginação - "São quase iguais".
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