quero ir pra qualquer lugar, onde o sol brilhe mais forte que a luz da geladeira.
quero ficar acordada pra ver.
sábado, 19 de março de 2011
quarta-feira, 9 de março de 2011
- Pragmática vulnerabilidade do dia a dia.
eu gosto de pessoas que gostam de poucas coisas, ou de quase nada.
sempre quando eu passo por debaixo do viaduto, e tropeço nos paralelepípedos da calçada, penso que poderia gostar de muito mais, mas não gosto pra poder ser ímpar com os meus próprios gostares. No fundo acho até que isso é uma filosofia de vida, não gostar de gente que gosta de tudo, e se irritar com gente que gosta de tudo mesmo.
só sei, que quando eu passo por debaixo do viaduto, eu gosto dos paralelepípedos, e isso faz de mim uma pessoa que gosta de algo tão banal, que sinceramente não posso não gostar de pessoas que gostam de tudo, pois talvez elas gostem tanto das "todas as coisas, ou muitas coisas" quanto eu gosto dos paralelepípedos da calçada. Chego a conclusão de que devo então, não gostar mais deles, só pra manter a minha infindável credibilidade nas minhas próprias teorias, e sempre poder repetí-las sem o estigma do julgamento.
Já disse que desconfio de pessoas com os olhos claros?
sempre quando eu passo por debaixo do viaduto, e tropeço nos paralelepípedos da calçada, penso que poderia gostar de muito mais, mas não gosto pra poder ser ímpar com os meus próprios gostares. No fundo acho até que isso é uma filosofia de vida, não gostar de gente que gosta de tudo, e se irritar com gente que gosta de tudo mesmo.
só sei, que quando eu passo por debaixo do viaduto, eu gosto dos paralelepípedos, e isso faz de mim uma pessoa que gosta de algo tão banal, que sinceramente não posso não gostar de pessoas que gostam de tudo, pois talvez elas gostem tanto das "todas as coisas, ou muitas coisas" quanto eu gosto dos paralelepípedos da calçada. Chego a conclusão de que devo então, não gostar mais deles, só pra manter a minha infindável credibilidade nas minhas próprias teorias, e sempre poder repetí-las sem o estigma do julgamento.
Já disse que desconfio de pessoas com os olhos claros?
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
- eu não pedi.
o tempo leva a necessidade
leva o amor
leva a cumplicidade
a parte quente de um amor terno, a parte morna de um sentimento frio.
o tempo vai levando, tirando de nós o que realmente nunca foi nosso
vai, deixa ir.
é hora de sorrir e olhar pra trás.
leva o amor
leva a cumplicidade
a parte quente de um amor terno, a parte morna de um sentimento frio.
o tempo vai levando, tirando de nós o que realmente nunca foi nosso
vai, deixa ir.
é hora de sorrir e olhar pra trás.
quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011
- Supersad
Ela acende um cigarro e me convida pra sair
ela poe minha vida de pernas pro ar
e me confunde os olhos antes de dormir
e vai embora pelas quatro da manhã
se eu fico em casa não assisto a tv
se ligo o rádio sempre ouço a mesma estação
prefiro não olhar as fotos pra não ver
que a minha vida não tem tanta emoção
e se eu me afogar em um copo de solução
e se eu for brindar o vazio perdido na multidão?
As horas se confundem no relógio da estação
é quando eu penso que eu estou em paz
é quando eu vejo que foi tudo em vão
é quando eu vejo que eu estou no chão
e se eu me afogar em um copo de solução?
e se eu for brindar com os amigos, esquecer a solidão?
(As horas)
ela poe minha vida de pernas pro ar
e me confunde os olhos antes de dormir
e vai embora pelas quatro da manhã
se eu fico em casa não assisto a tv
se ligo o rádio sempre ouço a mesma estação
prefiro não olhar as fotos pra não ver
que a minha vida não tem tanta emoção
e se eu me afogar em um copo de solução
e se eu for brindar o vazio perdido na multidão?
As horas se confundem no relógio da estação
é quando eu penso que eu estou em paz
é quando eu vejo que foi tudo em vão
é quando eu vejo que eu estou no chão
e se eu me afogar em um copo de solução?
e se eu for brindar com os amigos, esquecer a solidão?
(As horas)
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
- calda extra.
tô com saudade de mim. saudade daquelas conversas que tinha comigo, das idas e vindas de um boteco estranho, mas tão aconchegante, na minha companhia.
saudade de dormir comigo, e amar comigo, e ser comigo.
não sei, mas esses tempos ando tão distante de mim, e sinto falta do café que eu tomava comigo, quando o "migo" era o bastante pra mim.
quero tomar um banho de chuva comigo, falar comigo, trocar muitas idéias comigo, beber comigo, me ouvir falar por horas sobre meus problemas, comigo tudo era tão sólido. quero comigo, ver beleza em mim, preciso ver beleza. cantar e escrever comigo. quero andar na rua comigo e olhar as pessoas com aquele "olhar" que só eu mesma entenderia, por isso só comigo que àquelas pessoas parecem fazer sentido, por que quando estou comigo sinto que eu entendo todas as minhas insanas piadas, malditas fofocas, pensamentos deliciosamente intrigantes, mas só tem graça comigo.
Comigo, comigo, comigo, comigo, minha alma gêmea. esvazia o sentido, a repetição de mim, sempre esvazia o sentido.
saudade de dormir comigo, e amar comigo, e ser comigo.
não sei, mas esses tempos ando tão distante de mim, e sinto falta do café que eu tomava comigo, quando o "migo" era o bastante pra mim.
quero tomar um banho de chuva comigo, falar comigo, trocar muitas idéias comigo, beber comigo, me ouvir falar por horas sobre meus problemas, comigo tudo era tão sólido. quero comigo, ver beleza em mim, preciso ver beleza. cantar e escrever comigo. quero andar na rua comigo e olhar as pessoas com aquele "olhar" que só eu mesma entenderia, por isso só comigo que àquelas pessoas parecem fazer sentido, por que quando estou comigo sinto que eu entendo todas as minhas insanas piadas, malditas fofocas, pensamentos deliciosamente intrigantes, mas só tem graça comigo.
Comigo, comigo, comigo, comigo, minha alma gêmea. esvazia o sentido, a repetição de mim, sempre esvazia o sentido.
terça-feira, 18 de janeiro de 2011
- Título.
quase não sobra nada.
nostalgia, um café, um afago.
letras e cantos e gritos e beijos e amor e amor, amor
o que mais pode ser, além da inquietude de não enxergar a beleza de querer ser a beleza, da sombra, da vida.
eu só quero, eu sempre quero, eu beijo o querer
sabe, acho que nada nessa vida pode, nada pode, tudo é tão frágil e rígido.
eu gosto mesmo do som dos cubos de gelo se beijando no copo, se beijando no derreter, enquanto eu bebo e nada derrete
derrete, derreta, me ame.
livre.
nostalgia, um café, um afago.
letras e cantos e gritos e beijos e amor e amor, amor
o que mais pode ser, além da inquietude de não enxergar a beleza de querer ser a beleza, da sombra, da vida.
eu só quero, eu sempre quero, eu beijo o querer
sabe, acho que nada nessa vida pode, nada pode, tudo é tão frágil e rígido.
eu gosto mesmo do som dos cubos de gelo se beijando no copo, se beijando no derreter, enquanto eu bebo e nada derrete
derrete, derreta, me ame.
livre.
quarta-feira, 12 de janeiro de 2011
- marmita.
Dois maços, um malboro vermelho e um free.
Duas escovas, um bem velha e outra antiga mais novinha, não sei se é, ou se pode ser.
só sei que faço e depois eu vejo.
um romance, uma rotina.
não sei.
Duas escovas, um bem velha e outra antiga mais novinha, não sei se é, ou se pode ser.
só sei que faço e depois eu vejo.
um romance, uma rotina.
não sei.
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