domingo, 15 de maio de 2011

- nós-líricos.

no querendo amar, a gente ama, qualquer coisa amável.
eu disse que era bom assim, e assim é uma coisa a se pensar.
assim de que jeito?
no querendo a amar, a gente não ama, a gente pensa.
que ama.

quinta-feira, 5 de maio de 2011

- 00:04 ou talvez não.

se um dia você olhar pro computador e confessar tão profundamente seus sentimentos pra ele, consulte sua agenda, veja seus contatos no celular, vá até o quintal e converse com seu cachorro, ligue para sua tia, ligue para o chat line do amor, coloque uma carta anônima para qualquer endereço...mas não faça de conta que ele te escuta e te entende. Por que computadores não são recíprocos e eles não vão suprir o que lhe falta, e nem sequer vão te oferecer um cigarro.
Pronto, me sinto verdadeiramente melhor assim.

terça-feira, 26 de abril de 2011

- em três.

moço faz favor traz mesa pra dois
é que esse aperto no peito não é só saudade não...

domingo, 17 de abril de 2011

- queimando.

sentei na calçada, vi os carros passarem..
sabe quando bate aquela pressa, uma pressa preguiçosa, mas angustiante, uma pressa tão safada, sei lá, senti que tinha que correr e fazer alguma coisa...
não era o arroz queimando na panela..
algo queimava e eu nem sei o que.

sábado, 19 de março de 2011

- bicicleta.

quero ir pra qualquer lugar, onde o sol brilhe mais forte que a luz da geladeira.
quero ficar acordada pra ver.

quarta-feira, 9 de março de 2011

- Pragmática vulnerabilidade do dia a dia.

eu gosto de pessoas que gostam de poucas coisas, ou de quase nada.
sempre quando eu passo por debaixo do viaduto, e tropeço nos paralelepípedos da calçada, penso que poderia gostar de muito mais, mas não gosto pra poder ser ímpar com os meus próprios gostares. No fundo acho até que isso é uma filosofia de vida, não gostar de gente que gosta de tudo, e se irritar com gente que gosta de tudo mesmo.
só sei, que quando eu passo por debaixo do viaduto, eu gosto dos paralelepípedos, e isso faz de mim uma pessoa que gosta de algo tão banal, que sinceramente não posso não gostar de pessoas que gostam de tudo, pois talvez elas gostem tanto das "todas as coisas, ou muitas coisas" quanto eu gosto dos paralelepípedos da calçada. Chego a conclusão de que devo então, não gostar mais deles, só pra manter a minha infindável credibilidade nas minhas próprias teorias, e sempre poder repetí-las sem o estigma do julgamento.
Já disse que desconfio de pessoas com os olhos claros?

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

- eu não pedi.

o tempo leva a necessidade
leva o amor
leva a cumplicidade
a parte quente de um amor terno, a parte morna de um sentimento frio.
o tempo vai levando, tirando de nós o que realmente nunca foi nosso
vai, deixa ir.
é hora de sorrir e olhar pra trás.